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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Semeador e a semente


Jesus contava histórias.
Gosto de pensar em Jesus como gente boa que gostava de contar 'causos'.
Sem agredir, sem fugir do assunto, sem aprovar o procedimento errado.
Creio que Jesus contava histórias para estimular o raciocínio. Acredito mesmo que ele fazia isso porque sabia que ninguém pode mudar o outro a menos que a própria pessoa se disponha à mudança.
Uma das histórias que Jesus contou que mais povoou meus pensamentos durante o último mês foi a do semeador. Uma boa galera de minha igreja saiu para compartilhar a vida que Jesus pode dar e fez isso lá na região amazônica. Deixaram tudo por aqui para anunciarem o Evangelho.
Fiquei pensando nesse exercício de semear. Especialmente levando em consideração o contexto da história contada por Jesus,
"um semeador saiu a semear..."
Ao semeador cabe o exercício da semeadura.
É tarefa do semeador semear.
Na história de Jesus semeador não é lavrador, semeador é andarilho.
É a prática da semeadura que dá sentido ao semeador.
Semeador não tem nome, semeador tem a semente.
O semeador conhece a semente e a espalha em todo tipo de solo.
O semeador só semeia o que tem.
Jesus explica o significado dos diferentes terrenos - diferentes corações
da semente - seus ensinamentos, sua Palavra
mas, e o semeador?
Na minha leitura todos semeamos. Semeamos o que levamos e onde estivermos.
Nossos gestos, nossa vida é uma semeadura constante.
Até o que não semeia nada está mostrando um tipo de semeador.
Minha oração é que Deus me dê um coração sensível a esta realidade e me conduza a caminhos onde a semeadura seja produtiva.

Pintura em tinta acrílica sobre papel kraft natural

Motivação natural



Motivação é o empurrão que a gente precisa para enfrentar os desafios da vida.
Futebol, especialmente do meu time de coração, é uma forma mais que natural de despertar meu interesse. Foi desenvolvendo este raciocínio que fiz as aquarelas acima. A grande ave "urubu rei" brotou do desejo de ver a felicidade raiar novamente no rosto da grande nação rubro-negra. Vamos alçar voo e sair do lixo em que nos encontramos.

Brincadeiras com aquarela

Montei um sketchbook só com papel próprio para pintar com aquarela. Diversas textura, várias gramaturas e algumas matizes diferentes.
Fiquei triste com a informação técnica de que as tintas que guardo com tanto carinho para 'brincar' sejam de qualidade tão desprezível.
Num primeiro momento a gente sempre arranja uma desculpa do tipo: "Ah, agora entendi o por que de minhas aquarelas são tão ruins..." Mas esse tipo de desculpa dura só um lapso de medo. É preciso que eu tenha coragem de admitir que falta dedicação, entrega, disciplina...
Voltei a estudar pintura. Andei fazendo alguns estudos com tinta acrílica e agora retorno para a luminosidade, leveza e expressividade da aquarela. Digo retorno, porque antigamente brincava nas madrugadas com as manchas coloridas na água. Pois bem, enquanto espero o início das aulas vou 'detonando' o conteúdo dos tubos de terceira categoria.
Resolvi registrar essas manchas de aquarela por dois motivos básicos:
1. Ainda que não seja tudo o que espero em temos de resultado, é o que brota de sentimento.
2. Recebi essa tinta de presente, com tanto carinho, que não tenho coragem de deixar as tintas se perderem dentro do tubo. Guardarei a caixa, de preferência vazia, com a dedicatória.
Acho que Rubem Alves mais uma vez tem razão:

"Os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver."

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Desenho de memória / desenho de observação


Sempre desenhei. Para mim era difícil admitir isso porque não chamava meus rabiscos de desenho. 
Agora assumi minhas brincadeiras gráficas como desenhos. Fazer o quê? Fui eu mesmo quem fiz...
Quando descobri (tardiamente) o conceito do sketchbook, essa cobrança interna ficou mais leve e se transformou em prazer consciente. Como já afirmou o sábio: 'a vida é o que você faz dela.' 

Cada um usa seu sketchbook como quer!

Algumas vezes eu uso para fazer exercícios de memória. Na maioria das vezes tento ilustrar o que estou lendo. Desenhar sem referência é 'catar' nos arquivos mentais imagens nem sempre bem impressas. É exatamente por isso que o desenho fica longe do real, mais dinâmico e personalizado. Deste exercício tiro dois estímulos básicos: 1. Coragem. É preciso ter coragem para se aceitar e assumir um "rabisco" como sendo seu.
2. Trabalho - O segundo grande desafio é desenhar e pesquisar. Procurar a imagem com registro desfocado e buscar um olhar mais cuidadoso sobre o tema/dívida. 



Em outros momentos, especialmente quando estou num transporte coletivo, exercito o desenho de observação. Tudo tem que ser muito rápido e dinâmico. Também não posso me descuidar e desrespeitar a privacidade da "pessoa-modelo" escolhida, afinal, o "modelo" não pediu e nem sabe que está sendo desenhado.  Nesse tipo de exercício é fundamental o 'rabisco geral' porque 'os modelos' estão em constantes deslocamentos e o registro anatômico pode ser perdido. Esse exercício é super relaxante e me diverte muito. Acho que isso ocorre porque não tenho nenhum compromisso com o 'ficou igualzinho' e porque ninguém fica posando dormindo ou de costas para quem registra, não é?

Trombones

Ontem (5 de agosto), fui impactado com o delicioso som de um quarteto de trombones no culto de minha igreja. Do lugar em que eu estava sentado só via um dos instrumentistas. Catei um pedaço de papel colorido que tinha em minha Bíblia e usei meus companheiros inseparáveis lápis e caneta preta.

Desenhos 'mundo infantil'

Berçário maiores

Berçário maiores
Berçário faixa

Fiz uma série de estudos para adesivar algumas paredes
sala das crianças de minha igreja. Todos os desenhos foram feitos à lápis, finalizados com caneta  PaperMate flair, escaneados e colorizados em vetor.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bruno e Ana

Vivi a grande emoção de participar do casamento dessas duas figuras maravilhosas. Além disso, eu e minha querida esposa desenvolvemos um aconselhamento para noivos em nossa igreja, e o Brunão e a Ana compartilharam tanta coisa bacana conosco, que não dá nem para ter ideia. Foi uma emoção muito grande ver esses dois belos jovens assumindo o compromisso de investirem na relação conjugal deles por toda vida. Imagem a 'crise' dessa parceria: um é Flameguista e a outra é vascaína, mas fazer o que 'né', ninguém é perfeito!